Miopia: o que é, sintomas, causas e tratamento
Miopia: o que é, sintomas, causas e tratamento

Para que o nosso olho cumpra o seu papel é preciso que haja luz. Os olhos funcionam como uma câmara fotográfica constituída por lentes que captam a imagem e a conduzem ao cérebro, onde realmente é processado a nossa visão.

Na verdade, nós enxergamos com nosso cérebro. O olho nada mais é como uma estrutura por onde passa a luz, formando a imagem e transmitindo os impulsos nervosos para o córtex, que fica na parte de trás do cérebro.

Tal condição, é um defeito da visão que pode ocorrer em qualquer idade, e o paciente míope tem dificuldade para ver de longe, mas enxerga bem de perto.

Abaixo listamos algumas curiosidades interessantes sobre a miopia:

  • Míopes apresentam maiores chances de ter deslocamento da retina: pacientes míopes apresentam um alongamento do globo ocular e em alguns casos, pode deixar a retina mais fina e frágil. O descolamento de retina é mais comum em pessoas com 5 graus ou mais da doença.
    • Míopes possuem melhor visão embaixo da água: O líquido da piscina funciona como se fosse as lentes de contato, o que significa que a água tem uma capacidade de refração, e então os raios de luz passam pelos olhos mais corretamente.
    • Após os 40 anos, a miopia pode melhorar: a maioria da população virá a ter presbiopia, popularmente conhecida como vista cansada. Então, quando o grau da miopia é leve, os dois problemas visuais acabam por se anularem e a visão vai ficando mais nítida.

    O que é a miopia?

    Miopia é uma deficiência da visão em que, por aumento da convergência da córnea ou do cristalino, a convergência acaba ocorrendo antes da retina e por isso a visão fica embaçada.

    Todos conhecemos a miopia, condição comum em que o paciente enxerga objetos próximos com clareza, porém, quando os objetos estão mais distantes, enxergam a imagem borrada.

    Em alguns casos mais graves, a miopia pode inclusive afetar a capacidade do paciente focar objetos distantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a doença inicia-se entre a infância e a adolescência e pode se desenvolver gradual e rapidamente.

    Quais as causas?

    Para que nossos olhos foquem uma imagem, o mesmo baseia-se em dois aspectos:

    1. Na córnea, a superfície transparente do olho;
    2. No cristalino, a estrutura clara dentro do olho que muda de forma para ajudar no foco dos objetos.

    Cada um destes aspectos citados acima, tem uma curvatura lisa, como a superfície de uma esfera que reproduz toda a luz recebida da mesma maneira e faz uma imagem perfeitamente focada na parte de trás do olho. Portanto, se a córnea ou lente do paciente não é uniforme e curva, os raios de luz não são refratados corretamente, e a imagem não fica focada da mesma maneira, e então se tem a ideia de que a visão pareça borrada, dando origem a condição da miopia. Em vez de focar justamente na retina, a luz é focalizada na frente desta, resultando em uma imagem borrada para objetos distantes.

    Sintomas da miopia:

    Os sintomas de doença podem incluir:

    • Visão embaçada quando se olha para objetos que se encontram distantes;
    • A necessidade de apertar os olhos ou parcialmente fechar as pálpebras para ver claramente;
    • Dores de cabeça causadas por fadiga ocular;
    • Dificuldade ao dirigir, especialmente à noite.

    A condição geralmente é detectada durante a infância e é comumente diagnosticada entre os anos escolares. Inicia-se a miopia, por volta dos 12 anos e uma criança com miopia pode:

    • Precisar se sentar mais perto da televisão, tela de cinema ou na frente da sala de aula;
    • Coloca livros muito próximos durante a leitura;
    • Parece não ter enxergar objetos distantes;
    • Pisca excessivamente;
    • Esfrega os olhos com frequência;

    Tratamento da miopia:

    O tratamento da miopia é auxiliar a focar a luz corretamente na retina do paciente através do uso de lentes corretivas, óculos ou cirurgia refrativa.

    No caso dos óculos e/ou lentes de contato, elas deverão possuir lentes divergentes para deslocarem o ponto focal para trás, corrigindo a distância focal do olho na condição míope. Caso o problema não seja resolvido com a utilização das lentes corretivas, a opção seria a cirurgia refrativa.

    O paciente que se propõe a candidatar-se à cirurgia refrativa para o tratamento da miopia, deve visitar o oftalmologista e realizar os exames oculares antes da cirurgia e o instrua sobre os riscos e tratamento pós- operatório.

    Visite o oftalmologista:

    Um exame oftalmológico de rotina faz-se necessário e pode diagnosticar miopia o quanto antes. O exame inclui perguntas sobre a visão do paciente, bem como um exame físico nos olhos. Solicite ao seu oftalmologista com que frequência você precisa vê-lo novamente, consulte-nos.

    Medicamentos que podem antecipar o surgimento da Catarata
    Medicamentos que podem antecipar o surgimento da Catarata

    Ao usarmos alguns medicamentos, podemos estar prejudicando a nossa saúde e essa afirmação já não é novidade. Muitos medicamentos causam efeitos colaterais e então desenvolvemos doenças precocemente e que na maioria das vezes poderíamos ter evitado.

    Ao pensarmos na catarata, o uso de medicamentos pode prejudicar a visão, causando reações tóxicas ou aumentando a sensibilidade dos olhos ao sol. De qualquer forma, não é apenas a ingestão de alguns medicamentos que irão causar a doença, mas outras questões como:

    • Envelhecimento;
    • A exposição excessiva ao sol;
    • Inflamações oculares;
    • Doenças como diabetes;
    • Colesterol alto e alterações hormonais;

    No caso de medicamentos e a sua utilização, com recomendação médica, não se devemos parar o uso, pois exercem efeitos importantes para a saúde. Em contrapartida, é recomendado fazer um acompanhamento com o oftalmologista para detecção precoce de qualquer alteração nos olhos ou risco de alteração da visão.

    Sendo mais comum na terceira idade, a catarata, que se trata da doença causada pela opacificação do cristalino, uma espécie de lente do olho, o que causa perda gradual da visão, é a principal causa de cegueira que pode ser curada. Mas, a ingestão de alguns medicamentos pode tornar precoce o aparecimento da doença, confira:

    Medicamentos para solucionar a acne:

    A acne é algo que incomoda muito, principalmente as mulheres. Atualmente, o índice de casos da acne da mulher adulta vem crescendo e torna a procura por remédios contra o aparecimento da acne, uma atitude recorrente.

    Conhecida pelo nome comercial Roacutan, a isotretinoína pode causar irritação nos olhos e prejudicar a saúde ocular.

    Medicamentos para depressão:

    Sabemos que a saúde emocional é um assunto delicado e que vem ganhando notoriedade nos últimos anos. Dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde, A OMS, mostram que os casos de depressão estão aumentando globalmente e que, até 2020, a doença será a enfermidade mais incapacitante em todo o mundo.

    Por esse motivo, as pessoas buscam constantemente por soluções pontuais para problemas e fundo emocional, e então busca por medicamentos e antidepressivos aumentem.

    Fluoxetina, Sertralina e Citalopram, usados para o tratamento de quadros de depressão e ansiedade, por exemplo, podem prejudicar a visão e desencadear a catarata.

    Antibióticos:

    Os antibióticos são medicamentos usados no tratamento contra doenças causadas por bactérias e é fundamental para prevenir a resistência bacteriana, evitando assim os efeitos colaterais. Mesmo a utilização apropriada gera um risco de tornar prejudicial à saúde ocular, como exemplo, temos a Eritromicina ou a Sulfa, antibióticos esse que podem aumentar o risco de desenvolver catarata.

    Se usados por um longo período ou frequentemente, os antibióticos podem aumentar da sensibilidade dos olhos à luz, e promover uma maior absorção da radiação UV para o cristalino, prejudicando a visão e desenvolvendo a catarata.

    Medicamentos para pressão alta:

    A utilização de medicamentos como betabloqueador, como Propranolol ou Carvedilol, por exemplo, podem estimular a formação de depósitos no cristalino e desenvolver catarata, devido ao uso contínuo desses remédios anti-hipertensivos.

    Outro medicamento, considerado um controlador da arritmia, o  Amiodarona, também pode causar este acúmulo de depósitos na córnea, além de ter um grande efeito irritativo aos olhos.

    Corticóides:

    Utilizados para controle da imunidade e de inflamações no organismo, medicamentos com corticóide, são muito utilizados em tratamentos por períodos longos. Os corticoides, apesar de contribuir no tratamento de muitas doenças, apresentam riscos para a saúde e possibilitam sérias complicações quando o se uso é equivocado.

    O medicamento desempenha diversas ações dentro do nosso organismo, como proporcionar um balanço eletrolítico no corpo, dando equilíbrio de íons e água, além da regulação do metabolismo. Contudo, é preciso ter um controle sobre a produção desses hormônios pelo nosso organismo, pois podem causar diversos efeitos colaterais, dentre eles a catarata.

    Para prevenção da catarata, deve-se:

    • Usar óculos de sol, com lentes com proteção UV;
    • Seguir o tratamento correto de doenças metabólicas, prescritos por médicos, como diabetes e colesterol elevado;
    • Apenas usar medicamentos com orientação médica;
    • Evitar fumar ou consumir bebidas alcoólicas em excesso;
    • Consultar-se com o oftalmologista anualmente.

    Somente o médico oftalmologista pode indicar procedimento cirúrgico para reverter a catarata e restaurar a visão do paciente, agende seu horário.

    DMRI: o que é, sintomas, causas e tratamento
    DMRI: o que é, sintomas, causas e tratamento

    O que é o DMRI?

    O significado da sigla DMRI seria: Degeneração macular relacionada à idade. É uma doença ocular comum que causa danos à mácula, ou seja, uma pequena mancha perto do centro da retina necessária para uma visão central e precisa, que nos permite ver objetos que estão sempre à nossa frente.

    Trata-se de uma doença degenerativa que envolve a parte mais central da retina humana, responsável pela nossa visão de nitidez. É a deterioração da mácula, que é a pequena área central da retina do olho que controla a acuidade visual.

    Causas do DMRI:

    Uma das principais causas do DMRI é a de perda de visão em pessoas com 50 anos ou mais, porém, suas causas são pouco conhecidas. Sabe-se que com o passar do tempo, a saúde de nossos olhos pode ficar comprometida e apenas um exame detalhado do olho dilatado pode-se detectar a doença, por isso é tão importante visitar o oftalmologista ao menos duas vezes por ano.

    Outro sinal da DMRI é o aparecimento de alterações pigmentares sob a retina. Além das células pigmentadas na íris (a parte colorida do nosso olho), existem células pigmentadas abaixo da retina.

    Os fatores que englobam as possíveis causas da doença são:

    • Histórico familiar;
    • Idade, sendo que quanto mais velho maior a chance de manifestação. Ocorre geralmente depois dos 60 anos de idade;
    • Obesidade;
    • Dieta pobre em frutas e hortaliças;
    • Tabagismo;
    • Exposição aos raios solares;

    Sintomas da doença:

    O primeiro sinal que o paciente pode notar seria uma mudança gradual ou repentina na qualidade de sua visão ou linhas retas aparecem distorcidas ao enxergar.

    Outros sintomas também podem ocorrer como:

    • Áreas escuras e borradas ou manchas brancas que aparecem no centro da sua visão;
    • O paciente pode ter uma mudança na sua percepção de cor;
    • Dificuldade com tarefas como ler, assistir TV, dirigir ou reconhecer rostos;
    • Enxergar objetos parecendo menores que o normal e cores parecendo menos brilhantes do que costumavam e enxergando coisas que na maioria das vezes, podem ser alucinações;
    • Enxergar uma cortina escura ou uma sombra se movendo pela sua visão.

    A saúde da mácula determina a capacidade do paciente de ler, reconhecer rostos, dirigir, ver televisão, usar um computador e realizar qualquer outra tarefa visual que exija ver detalhes finos.

    Tratamento específico do DMRI:

    Por enquanto não existe uma cura definitiva para a degeneração macular relacionada à idade, porém, alguns tratamentos podem retardar sua progressão ou até melhorar a visão.

    O tratamento, por sua vez, é feito de acordo com o tipo de DMRI que o paciente apresenta. No caso da DMRI seca dá-se ênfase ao suporte nutricional feito por uso de complexos multi vitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

    No caso da DMRI seca dá-se ênfase ao suporte nutricional feito por uso de complexos multivitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

    Em casos de DMRI úmida, recomenda-se medicamentos que ajudam a secar os vasos sanguíneos malformados que foram gerados embaixo da retina e que, progressivamente, danificam a visão do paciente.

    Esse tipo de degeneração macular, a úmida, ocorre quando os fluidos vazam de vasos sanguíneos recém-formados sob a mácula, fazendo com que este vazamento desfoque a visão central do paciente e então a perda da visão pode ser rápida e severa.

    Se detectada precocemente, a DMRI úmida pode ser tratada a laser, o que geralmente é chamado de fotocoagulação.

    Esse tratamento faz com que um feixe de luz altamente focado sele os vasos sanguíneos que estão danificando a mácula.

    Já o DMRI bilateral, uma opção para melhorar a visão é o uso de lente telescópica, ampliando a visão do paciente.

    No caso de degeneração macular seca, o tecido da mácula gradualmente se torna fino e deixa de funcionar adequadamente. Não há cura para a DMRI seca e qualquer perda na visão central não pode ser restaurada.

    Acredita-se que existe uma ligação entre a nutrição e a progressão da DMRI seca, por isso, realizar mudanças na dieta e/ou tomar suplementos nutricionais pode retardar a perda de visão.

    O oftalmologista que examina os olhos do paciente e está familiarizado com o histórico médico do mesmo, é a melhor pessoa/profissional para responder a perguntas específicas com relação à doença.

    Estamos à disposição para auxiliar e realizar os exames específicos para casos como esse, marque sua consulta.

    Conheça a Cirurgia de Catarata com lente Intraocular por facoemulsificação
    Conheça a Cirurgia de Catarata com lente Intraocular por facoemulsificação

    Sabemos que a catarata é a visão prejudicada no cristalino, ou seja, a lente natural dos olhos. Para melhorar a visão do paciente, deve-se retirar a catarata para de fato proporcionar ao paciente uma visão nítida.

    O caso da doença em questão é cirúrgico e se faz necessário substituir a lente antiga e embaçada por uma lente nova e artificial, restaurado a visão e melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.

    Nos últimos anos, grandes avanços foram obtidos com as novas técnicas para a remoção da catarata, o que tornou esse procedimento um dos procedimentos mais seguros e efetivos.

    A nossa lente está localizada atrás da íris e é responsável por focalizar a luz na retina e por produzir imagens claras e nítidas. A lente tem a capacidade de mudar de forma, fenômeno conhecido como acomodação.

    À medida que nossos olhos envelhecem, no entanto, a lente endurece e perde sua capacidade de se acomodar. E também, à medida que os olhos envelhecem, ocorrem processos oxidativos e as células mortas se acumulam na cápsula do cristalino, fazendo com que a lente se torne gradualmente turva. A luz que normalmente seria focalizada pela lente está espalhada por causa da nebulosidade, então a visão não é mais clara e nítida.

    Como é realizada a facoemulsificação?

    A facoemulsificação revolucionou a cirurgia de catarata. Até a década de 70, a cirurgia de catarata era feita da seguinte forma: era realizada a extração completa do cristalino com o auxílio de uma sonda, procedimento esse chamado de facectomia intracapsular, ou seja, fazia-se o congelamento do cristalino, o qual era posteriormente arrancado da sua posição original.

    Nos dias de hoje, houveram grandes conquistas nas cirurgias de catarata e os pacientes podem ter um pós-operatório excelente, além de uma cirurgia rápida e tranquila.

    Além das limitações e complicações inerentes à técnica realizada anteriormente, o procedimento somente era realizado sob anestesia geral, com o paciente tendo que permanecer deitado por até uma semana.

    A cirurgia por facoemulsificação é realizada através da utilização de uma caneta ultrassônica a qual é introduzida no olho por uma pequena abertura. A energia ultrassônica possibilita então, a aspiração do cristalino opaco, istoé, a catarata. A cirurgia neste caso pode ser realizada com anestesia tópica através de gotas de colírio anestésico ou por bloqueio local do olho. Em ambos os casos o paciente é liberado no mesmo dia sendo necessário o retorno no dia seguinte.

    A catarata pode então ser removida por meio da facoemulsificação ou cirurgia com pequena incisão. No primeiro caso, o cirurgião utiliza o instrumento que vibra em velocidade ultrassônica para cortar e quase dissolver o material da lente em pequenos fragmentos. Os fragmentos são então aspirados da cápsula por um acessório na ponta da sonda.

    Com o ultra-som, a catarata é fracionada em partículas microscópicas e aspirada, em seguida, para compensar a remoção do cristalino, é implantada uma lente intra-ocular, conhecida como LIO. A incisão em degrau faz com que o olho permaneça completamente selado pela pressão natural externa.

    Quais os benefícios desse procedimento?

    • A anestesia tópica e a incisão auto-selante trouxeram a cirurgia de catarata a um nível mais alto;
    • Com o colírio anestésico não há necessidade da dolorosa injeção de anestesia, a qual retarda a restauração da visão e pode causar inchaço e descoloração da pele;
    • Muitos pacientes são capazes de ver nitidamente logo após a cirurgia. Atualmente, na maioria dos casos, é possível retornar às atividades como ler e dirigir, em curto espaço de tempo.

    Lentes intra-oculares:

    Hoje existem lentes capazes de corrigir todos os erros refrativos, possibilitando assim a dispensa do uso de óculos de grau. A lente do olho contribui muito para o poder de foco no olho, e como resultado, uma vez que removemos a catarata, que é a lente, o paciente fica com uma prescrição hipertransparente “positiva”.

    É por isso que, muitos anos atrás, quando os pacientes tinham catarata removida, eles usavam tipicamente “óculos de catarata”. Os óculos de catarata eram grossos, pesados ​​e ampliavam os olhos.

    Atualmente, existem alguns tipos de lentes, elas são:

    Esféricas: as lentes esféricas são as mais comuns no mercado. Elas possuem esse nome graças ao seu formato mais arredondado em sua superfície, ou seja, no centro.

    Asféricas: diferente das lentes esféricas, que possuem a sua superfície mais arredondada, as lentes asféricas possuem um design mais plano.

    Tóricas: uma lente tórica, portanto, pode ser rígida, embora nem toda lente rígida seja tórica. A lente tórica rígida costuma ser usada por pessoas com alto grau de astigmatismo, já que sua espessura é mais grossa e possibilita maior grau de correção. Por outro lado, a lente tórica gelatinosa corrige graus menores de astigmatismo, pois é mais fina e flexível.

    Bifocais: lentes bifocais são normalmente prescritas para pessoas com presbiopia que também requer uma correção para miopia, hipermetropia e/ou astigmatismo, e trabalham com dois campos de visão distintos: um para perto, na parte inferior da lente, e outro para longe, na parte superior.

    Trifocais: A Lente Trifocal, como seu próprio nome já sugere, corrige a visão para três distâncias de foco diferentes: a visão de perto, a visão de distância intermediária e a visão de longe. As Lentes Trifocais são a última novidade no mercado de Lentes Intraoculares e começaram a ser disponibilizadas no mercado em 2016.

    Recuperação:

    • As pessoas têm diferentes períodos de recuperação, mas a maioria dos pacientes apresentam melhora da visão após a cirurgia;
    • A incisão feita na córnea geralmente não requer pontos e é auto-selante. Dentro de alguns dias, a incisão cura completamente
    • Uma vez removida, a catarata não voltará;
    • Colírios pós-operatórios são receitados e tem como objetivo reduzir a inflamação, além de prevenir possíveis infecções;
    • Nos casos em que ocorrer o embaçamento da membrana atrás da lente-intraocular, após a cirurgia, pode-se realizar um tratamento rápido e no consultório, com o laser.

    Após a cirurgia, o paciente tem uma recuperação tranquila e indolor, consulte o médico especialista para conhecer melhor o procedimento da cirurgia de catarata com lente intraocular por facoemulsificação.

    Como é o pós operatório da Cirurgia de Catarata
    Como é o pós operatório da cirurgia de Catarata

    Você já sentiu isso? Aquela sensação de não saber como será nossa recuperação após uma cirurgia que tememos?

    Temos confiança no médico, sabemos que trata-se de uma cirurgia rápida e simples, porém, informação nunca é demais e queremos estar cientes do que nos acontecerá depois da cirurgia, certo?

    Sabemos também que cada um de nós somos indivíduos diferentes, por isso, o tempo de recuperação após uma cirurgia pode ser diferente de uma pessoa para a outra. Entretanto, a maioria dos pacientes submetidos a cirurgia de catarata apresentam melhora rápida e retomam sua rotina em alguns dias.

    Assim como qualquer outro procedimento cirúrgico, é importante termos em mente como é o pós operatório para evitar dúvidas e nos tranquilizamos. Se você deseja ter um pós-operatório rápido, mas não sabe como continue lendo nossas sugestões, assim terá em mãos informações preciosas para garantir a melhor recuperação possível.

    Quando fazer a cirurgia de catarata?

    A catarata é um tipo de lesão ocular que pode prejudicar muito a visão, porque o cristalino, que deveria ser bem permeável à passagem a luz, torna-se opaco. Como consequência, os raios luminosos não chegam à retina onde estão os receptores fotossensíveis. Catarata tem tratamento e os pacientes podem voltar a enxergar.

    O ponto positivo é que catarata tem cura e geralmente ocorre através de cirurgias indicadas pelo oftalmologista, de acordo com o grau de comprometimento da visão.

    Talvez você esteja enxergando mal, sensação turva e com uma névoa. Talvez você esteja observando uma camada esbranquiçada no seu olho ou talvez está apenas achando necessário consultar um médico para ter certeza de todas essas suposições.

    Somente o paciente junto com o médico oftalmologista poderão decidir o melhor momento para suceder a cirurgia de catarata e melhorar a sua qualidade de vida. No início da doença, o paciente enxerga como se os óculos estivessem embaçados, como se houvesse uma névoa diante de seus olhos, e ele até pode tentar limpar as lentes, piscar com força, mas a névoa permanece inalterada.

    Trata-se de um processo lento, progressivo, e o paciente pode acabar se acostumando com a perda de visão discreta e vagarosa. O paciente só perceberá o que está acontecendo se for ao médico para uma consulta ou se fechar e abrir alternadamente os olhos e comparar as imagens de cada um.

    De qualquer forma, exames são necessários para o diagnóstico correto e ir direto na raiz do problema.

    Cuidados pós-operatórios

    Após feita a cirurgia, alguns pacientes podem apresentar sintomas pós-operatórios como a fotofobia, ou seja, a dificuldade de abrir os olhos com a claridade,  a sensação de cisco nos olhos e dificuldade de enxergar de perto.

    No geral, os cuidados após o procedimento são:

    • Repousar e diminuir o esforço físico;
    • Não abaixar a cabeça evitando movimentos bruscos;
    • Tomar os medicamentos receitados pelo médico na dose e na hora corretas;
    • Higienizar as mãos antes de manusear colírios ou pomadas nos olhos;
    • Evitar ambientes quentes e poluídos, vapor, poeira, vento, shampoo e sabão no olho operado;
    • Evitar também esfregar os olhos ou passar maquiagem;
    • Planejar um transporte seguro para a casa do paciente ou outro local de recuperação deve ser claro;
    • Usar óculos de sol durante a viagem para casa e proteger os olhos da luz brilhante e do brilho intenso.

    Os pacientes podem se surpreender com o quanto se sentem bem e com a facilidade com que poderá retomar as atividades normais, mesmo no dia seguinte à cirurgia de catarata. Certificar-se de usar os colírios exatamente como prescritos pelo médico oftalmologista evitam infecções e prejuízos a visão.

    Se a visão do paciente ainda parecer turva, embaçada ou distorcida depois de remover o protetor ocular pela primeira vez, não é um problema, afinal, pode levar algum tempo para o sistema visual se ajuste à remoção da catarata e se adapte à lente intra-ocular usada para substituir a lente natural olho do paciente recém operado.

    Muitos pacientes relatam uma visão clara dentro de algumas horas após a cirurgia de catarata. Mas devemos ressaltar novamente: cada pessoa se recupera de maneira diferente, e às vezes o paciente pode precisar de uma semana ou duas antes de ver as imagens no seu foco mais nítido.

    O paciente deve comunicar imediatamente seu médico, em caso de dores, olho vermelho, secreção e baixa da acuidade visual.