Como funciona a cirurgia para reparação de descolamento de retina

Como funciona a cirurgia para reparação de descolamento de retina

Esse é um problema grave em que ocorre o descolamento da retina neurossensorial do epitélio pigmentado, podendo provocar a perda de visão e até cegueira.

Sabemos que a nossa retina tem um papel muito importante para nossa visão. Sendo uma fina camada de tecido, sensível à luz, localizada na parte mais interna do olho. O sistema óptico do olho foca a luz na retina, recebendo as imagens e enviando-as para o cérebro, através do nervo óptico sob a forma de impulsos nervosos.

Tipos de descolamento de retina 

Por mais que seja um nome simples, o descolamento de retina contém algumas variações como:

  • Regmatogênico;
  • Seroso;
  • Exsudativo;
  • Tradicional.

Descolamento de retina regmatogênico 

O descolamento de retina regmatogênico ocorre devido a uma ruptura na retina (rachadura na retina) que permite ao vítreo passar para o espaço sub retiniano (entre a retina sensorial e o epitélio pigmentado da retina).

As rupturas retinianas podem ser divididas em três tipos: buraco na retina, rasgo ou rasgadura na retina e diálise na retina. Os buracos na retina formam-se devido à atrofia da retina, especialmente numa área de degenerescência lattice. As diálises são muito periféricas e circunferências, e podem ser causadas tanto por tração como por atrofia. A forma atrófica ocorre com mais frequência como diálise idiopática do jovem.

Descolamento seroso exsudativo da retina

O descolamento seroso ou exsudativo da retina ocorre devido à inflamação, lesões ou anormalidades vasculares que resultam na acumulação de fluido sob a retina sem a presença de um buraco ou rasgadura. 

Na avaliação do descolamento da retina é fundamental excluir a hipótese de descolamento exsudativo porque este tipo não possui indicação cirúrgica. Embora seja raro, o descolamento exsudativo pode ser causado por um tumor sub retiniano, ou seja, localizado na coróide. 

Descolamento da retina tracional 

O descolamento da retina tracional ocorre quando o tecido fibroso ou fibrovascular, causado por inflamação ou neovascularização, repuxa a retina sensorial, separando-a do epitélio pigmentado da retina.

Alguns descolamentos da retina resultam de traumatismos, incluindo os da órbita e os cranianos.

Sintomas no descolamento da retina

Estar atento aos sintomas de descolamento de retina é essencial, caso contrário podem ocorrer sérios danos na visão que podem, em último caso, levar à cegueira.

O descolamento de retina é indolor, mas há sinais e sintomas de alerta que quase sempre aparecem antes do descolamento ocorrer ou avançar.

Os sintomas de descolamento de retina podem incluir a percepção de corpos flutuantes – pequenos pedaços de detritos no campo de visão que se parecem com manchas, pelos, aranhas ou moscas que parecem flutuar na frente dos olhos. A maioria dos pacientes referem-se a estas manchas como “moscas volantes”.

Outro dos sintomas frequentes no descolamento da retina é a percepção de “flashes de luz” no olho afetado. Este fenômeno é chamado de fotopsia.

Outro dos sintomas frequentes é a percepção de uma sombra ou cortina no campo visual que vai aumentando à medida que o descolamento progride e finalmente ocorre a perda de visão central.

Causas no descolamento da retina

As causas do descolamento de retina podem ser várias, como: 

  • Buraco na retina;
  • Envelhecimento ou distúrbios da retina, que podem originar áreas mais finas favorecendo a formação de buracos;
  • Rasgaduras da retina.

Fatores de risco 

São fatores de risco de descolamento de retina:

  • Envelhecimento – o descolamento de retina aumenta nas pessoas com mais de 40 anos de idade;
  • Descolamento de retina anterior num dos olhos;
  • Um histórico familiar de descolamento de retina;
  • Retinopatia diabética;
  • Glaucoma;
  • Alta miopia;
  • Cirurgia ocular anterior, como cirurgia de catarata;
  • Lesão ocular grave ou trauma;
  • SIDA;
  • Eclâmpsia;
  • Homocistinúria;
  • Hipertensão maligna;
  • Retinoblastoma;
  • Tabagismo ativo e passivo;
  • Síndrome de Stickler;
  • Doença de bom Hippel-Lindau.

O descolamento de retina pode ser prevenido, em alguns casos, quando os sinais de alerta são identificados prematuramente.

Descolamento de retina tem cura?

Embora grave, o descolamento de retina tem cura com o tratamento adequado.

Saiba, em seguida, como tratar o descolamento de retina.

Tratamento do descolamento de retina

O tratamento para descolamento de retina é sempre cirúrgico. O tipo de técnica cirúrgica depende do tipo de descolamento. Conheça de seguida cirurgia. 

Cirurgia no descolamento de retina

Na cirurgia de descolamento de retina existem vários processos de tratamento, tendo todos eles como denominador comum encontrar e proteger as rasgaduras e buracos na retina. Todos os procedimentos cirúrgicos seguem os mesmos princípios gerais, a saber:

  • Identificar rupturas na retina;
  • Proteger todas as rupturas retinianas;
  • Aliviar o presente (e futuro) de tração vítreo-retiniana.

Conheça, em seguida, os procedimentos cirúrgicos mais utilizados.

Fotocoagulação a laser, criopexia

A criopexia (congelamento) ou fotocoagulação a laser são usadas, ocasionalmente, com o propósito de barrar uma pequena área de descolamento de retina, rasgadura ou buraco para que o descolamento de retina não se dê ou não aumente.

Indentação escleral

A indentação escleral é um tratamento cirúrgico no qual o cirurgião coloca uma ou mais fitas de silicone na esclera. Estas fitas servem para empurrar (indentar) a esclera para dentro contra a rasgadura ou buraco da retina, fechando, assim, a ruptura ou reduzindo o fluxo de fluido que passa através dele, reduzindo consequentemente o efeito de tração vítrea, permitindo desse modo a aplicação da retina. A crioterapia (congelamento) é aplicada ao redor das rupturas retinianas antes de colocar a fita. Por vezes, o fluido sub retiniano é drenado para permitir a aplicação da retina.

O efeito colateral mais comum resultante da colocação da fita de silicone é a indução de miopia, isto é, o olho operado será mais míope após a operação.

Retinopexia

A retinopexia é, geralmente, realizada sob anestesia local. É um método de tratamento de alguns descolamentos de retina, em que uma bolha de gás (gás SF6 ou C3F8) é injetada dentro do olho. A cabeça do paciente é, em seguida, posicionada de modo que a bolha bloqueie o orifício da retina. A tensão superficial do  gás/ liquido veda a rasgadura retiniana, permitindo que o epitélio pigmentado da retina bombeie o líquido do espaço sub retiniano.

Este procedimento é, geralmente, acompanhado de fotocoagulação laser. A retinopexia tem taxas de sucesso significativamente mais baixas em comparação com a cirurgia de fita de silicone e vitrectomia. Alguns casos de sucesso inicial irão falhar nas semanas e meses após a cirurgia.

Vitrectomia

A vitrectomia é um dos tratamentos cada vez mais utilizado em descolamentos de retina. A remoção do gel vítreo é, vulgarmente, combinado com enchimento do olho com uma bolha de gás (gás SF6 ou C3F8), BSS ou óleo de silicone. Uma das vantagens de usar o gás nesta operação prende-se com o fato de não haver indução de miopia e o gás ser absorvido após algumas semanas.

O óleo de silicone pode ser usado em certas situações e é removido após um período de 2-8 meses, caso seja necessário. O óleo de silicone é, normalmente, mais utilizado em casos associados à proliferação vítreo-retinopatia (PVR). A desvantagem da vitrectomia é conduzir à progressão mais rápida de catarata no olho operado.

A vitrectomia é a operação mais realizada para o tratamento de descolamento de retina sendo que 85% dos casos são tratados com sucesso apenas com uma cirurgia e os 15% restantes requerem duas ou mais operações. A recuperação visual demora algumas semanas, pois a acuidade visual pode não ser tão boa como era antes do descolamento, particularmente, se a mácula estava envolvida na área do descolamento.

Pós operatório e recuperação

Com as cirurgias modernas de micro incisões, mais de 90% das pessoas com descolamento de retina podem ser tratadas com sucesso logo na primeira intervenção, embora, por vezes, seja necessária uma segunda intervenção. O resultado visual nem sempre é previsível. O resultado visual final pode demorar vários meses até ser conhecido. Mesmo sob as melhores técnicas e após várias tentativas de aplicar/ colar a retina, o tratamento pode falhar e a visão pode, eventualmente, ser perdida.

Os resultados visuais são melhores se o descolamento da retina for reparado antes de ocorrer o descolamento da mácula. É, por isso, que é importante entrar em contato com urgência com um médico oftalmologista, se visualizar “moscas volantes” e/ou flashes de luz ou uma cortina escura no campo visual.

Para maiores informações sobre essa e outras doenças oculares, entre em contato conosco.

A retinografia e as doenças imperceptíveis

A retinografia e as doenças imperceptíveis

A retinografia é um teste diagnóstico usado por oftalmologistas para obter uma imagem detalhada do fundo do olho e da retina.

É um tipo de fotografia digital do globo ocular, tirada em alta definição, que permite examinar áreas importantes do olho para a visão, como a retina, coróide, nervo óptico e os vasos sanguíneos, de maneira a facilitar o diagnóstico de doenças do fundo do olho.

O que é uma retinografia?

A retinografia é um exame médico que não é invasivo e é indolor, que consiste em dilatar a pupila do paciente para obter uma imagem detalhada das partes mais profundas do olho e demora cerca de 5 a 10 minutos.

Este exame permite entender a circulação sanguínea da retina e do nervo óptico, e permite tirar uma fotografia colorida do interior do olho para que se possa observar a retina em detalhe.

Pode acontecer que os resultados da retinografia mostrem uma imagem opaca, o que permitirá ao médico obter informações valiosas sobre o olho do paciente.

Como é feita uma retinografia?

Para realizar uma retinografia não é necessário o uso de anestesia, o paciente pode ficar acordado durante todo o procedimento, que não dura mais de 10 minutos.

No dia do teste, ao chegar ao consultório médico, é aplicado um colírio para dilatar a pupila e, em seguida, é realizado o exame.

A retinografia é realizada através de um equipamento chamado retinógrafo, que é composto por uma câmera fotográfica digital que consegue capturar imagens em detalhes do olho e as transfere para um computador. O paciente pode pedir essas imagens ao oftalmologista, que irá selecionar as melhores imagens e imprimi-las junto com o laudo.

Se o paciente já foi submetido a retinografia, o médico deve comparar as imagens anteriores com a nova fotografia.

As pupilas podem permanecer dilatadas por várias horas. Portanto, é aconselhável que o paciente venha acompanhado ao exame, use óculos de sol e não dirija.

Os efeitos colaterais da retinografia dilatada da pupila são:

  • Visão embaçada .
  • Dificuldade para se concentrar .
  • A sensibilidade à luz .

Atualmente, existem retinógrafos muito modernos (não midriáticos) que podem registrar imagens claras e detalhadas da retina sem a necessidade de dilatar a pupila. Este teste é conhecido como retinografia não midriática.

Há também retinógrafos de campo e oferecem imagens da área periférica da retina.

Há mais de um tipo de retinografia?

Sim. Existem dois tipos de retinografia, cada uma com objetivos distintos e específicos.

Retinografia Simples: É realizada com o paciente sentado em frente ao aparelho retinógrafo, que capta (com o auxílio de um técnico) as imagens do fundo dos olhos do paciente. O exame fornece imagens da retina em alta resolução, permitindo uma documentação fotográfica do fundo de olho, que poderá ser usada posteriormente para comparação e análise da evolução de doenças oculares.

Retinografia panorâmica: É a maneira mais moderna e completa de realizar o exame. Com o aparelho utilizado neste método, é possível ter uma visão mais ampla da retina, permitindo encontrar doenças em um maior campo.

Quais doenças e complicações podem ser detectadas?

A retinografia, normalmente, é solicitada quando o médico oftalmologista identifica algo fora dos padrões.

Retinopatia diabética: é uma complicação do diabetes que afeta os olhos. É causada por danos nos vasos sanguíneos do tecido sensível à luz na parte posterior do olho (retina). No início, a retinopatia diabética pode não causar sintomas ou apenas problemas leves de visão. Eventualmente, pode causar cegueira. A condição pode se desenvolver em qualquer pessoa que tenha diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Retinopatia hipertensiva: é um distúrbio da visão que ocorre como resultado da pressão alta. Retinopatia hipertensiva ocorre quando os vasos sanguíneos que fornecem sangue para a retina na parte de trás do olho ficam danificados. A probabilidade de danos na retina aumenta com a gravidade da pressão alta e com o tempo durante o qual a condição é vivenciada.

Descolamento e/ou lesões da retina: é quando a retina se solta, é levantada ou puxada da sua posição normal. Se não for prontamente tratado, o descolamento da retina pode causar perda permanente da visão. Em alguns casos, pode haver pequenas áreas da retina que estão rasgadas. Essas áreas, chamadas de roturas retinianas ou rupturas retinianas, podem levar ao descolamento da retina.

Glaucoma: é uma doença complexa na qual o dano ao nervo óptico leva à perda progressiva e irreversível da visão. O glaucoma é a segunda principal causa de cegueira no mundo.

A retinografia é importante para o acompanhamento de pacientes portadores de miopia, diabetes mellitus, hipertensão arterial, alterações da mácula, tumores oculares, etc.

É de extrema importância que você consulte regularmente o seu médico oftalmologista para realizar exames preventivos e de rotina periodicamente. 

Conheça a vitrectomia: a cirurgia de retina mais utilizada atualmente

Conheça a vitrectomia: a cirurgia de retina mais utilizada atualmente

A vitrectomia nada mais é do que um procedimento cirúrgico realizado por um médico especialista onde o gel vítreo que preenche a nossa cavidade ocular é removido para proporcionar melhor acesso à retina. 

O procedimento permite uma variedade de reparações, incluindo a remoção de tecido cicatrizado, a reparação a laser de descolamentos de retina e o tratamento de buracos maculares. Uma vez que a cirurgia esteja completa, uma solução salina, uma bolha de gás ou óleo de silicone podem ser injetados no gel vítreo para ajudar a manter a retina em posição.

Para exemplificar, existem diferentes tipos de procedimentos de vitrectomias, como mencionadas abaixo:

Vitrectomia Posterior Plans Plana: O material vítreo serve como uma estrutura ou um suporte para as camadas do olho de um recém-nascido durante o desenvolvimento. Em olhos normais, o vítreo é cristalino durante toda a vida adulta e preenche o olho da frente ou anterior (íris-lente) para as costas ou posterior (nervo óptico). 

Esta área compreende dois terços do volume do olho e é chamada de cavidade vítrea, que juntamente com a retina, o epitélio pigmentar da retina, coróide e esclera, compõem o segmento posterior.

Um procedimento de vitrectomia realizada para doenças do segmento posterior é chamada de vitrectomia posterior. Esse tipo de vitrectomia é realizado apenas por um oftalmologista especialista em retina.

A Vitrectomia Anterior: Em casos raros, o gel vítreo passa através da pupila para a câmara anterior (frontal) do olho. Isso pode acontecer nos casos:

  • Após trauma ocular (lesão);
  • Durante cirurgia complexa de catarata, córnea ou glaucoma;
  • Como resultado de problemas de lentes.

Como o vazamento desse gel vítreo pode levar a problemas futuros, uma vitrectomia anterior pode ser realizada para minimizar o risco e promover a recuperação visual. 

Alguns fatos sobre a cirurgia de vitrectomia: 

O cirurgião especialista de retina opta sempre pelo melhor equipamento para usar em cada caso a partir de uma ampla variedade de instrumentação de vitrectomia. Desde que as primeiras vitrectomias que foram realizadas na década de 1970, a tendência tem sido em direção a equipamentos microcirúrgicos menores e mais finos.

Muitos procedimentos de vitrectomia atualmente podem ser realizados com incisões auto-selantes, sem sutura (sem ponto), aproximadamente metade de um milímetro de tamanho, que é aproximadamente a largura de um cílio, por exemplo. 

Embora tenha algumas limitações, a cirurgia de vitrectomia de pequeno calibre é geralmente considerada mais confortável do que a cirurgia com instrumentos maiores e oferece uma recuperação ocular mais rápida em muitos casos.

Eletrocardiograma, pressão arterial e sensores de oxigênio ficam no espaço cirúrgico para monitorar os sinais vitais do paciente e a saúde. O olho é anestesiado para que o paciente fique confortável durante o procedimento, e essa sedação, comumente chamada de sono crepuscular ou, em casos raros, anestesia geral, pode ser usada para relaxamento adicional.

O olho é preparado com solução anti-séptica e uma cobertura estéril é aplicada, então um espéculo palpebral é usado para manter o olho operatório aberto. O outro olho é coberto e protegido. 

Normalmente, o olho dilatado é penetrado pela pars plana, uma zona segura na parte branca do olho ou esclera. Portanto, esse procedimento é chamado de vitrectomia pars plana. Um microscópio cirúrgico com uma lente especial permite uma visão ampla do interior do olho, bem como uma visão ampliada e detalhada.

O oftalmologista cirurgião utiliza uma sonda de vitrectomia para cortar e remover delicadamente o vítreo semelhante a um gel.

Mas quando é recomendada uma vitrectomia? 

Existem 5 razões principais para realizar a vitrectomia, ou uma vitrectomia mais outros procedimentos:

  • Opacidade vírica bloqueadora de visão (turvação);
  • Condições causadas por puxões anormais na retina;
  • Condições que necessitam de cirurgia na retina ou associadas;
  • Para diagnosticar uma condição vitreorretiniana (vitrectomia diagnóstica);
  • Hemorragias vítreas extensas e densas.

E após a cirurgia, o que esperar do pós-operatório?

Após o procedimento o olho é protegido para evitar que algo entre nos ferimentos. Se uma bolha de gás ou óleo de silicone tiver sido usado para tratar o olho, seu cirurgião lhe dará instruções sobre como fazer qualquer posicionamento necessário (como virado para baixo) e por quanto tempo você deve continuar.

A bolha de gás serve para pressionar a retina de volta à sua posição normal e segurá-la até o olho cicatrizar. Como a sedação usada geralmente é leve os pacientes se sentem bem e estão prontos para partir para casa em uma hora ou menos. De qualquer forma o mesmo precisará de um responsável para dirigir até em casa.

Quando o paciente retorna ao consultório do médico um dia após a cirurgia, é aconselhável ter também uma pessoa responsável para ajudá-lo até que sua visão tenha retornado o suficiente para que o paciente mesmo possa dirigir. .

A manutenção do posicionamento da cabeça e dos olhos após uma vitrectomia envolvendo uma bolha de gás ou óleo de silicone é uma maneira muito importante de contribuir para o sucesso de sua cirurgia ocular.

Na sua primeira consulta pós-operatória, o médico deverá revisar as instruções de uso de medicações, gotas, posicionamento, uso do tapa-olho e atividades gerais. 

Não deixe de consultar sempre um oftalmologista para avaliar o seu caso.

Entenda como funciona a cirurgia Retinopexia com Introflexão Escleral

Entenda como funciona a cirurgia Retinopexia com Introflexão Escleral

A primeira coisa importante para entender como funciona a cirurgia Retinopexia com Introflexão Escleral, é saber que uma Retinopexia é uma cirurgia realizada para operar o descolamento da retina.

A retina é uma camada de células na parte de trás do olho. Essas células usam luz para enviar informações visuais ao seu cérebro. O descolamento da retina ocorre quando parte da retina se desprende do restante da retina e do olho. Quando isso acontece, sua retina não funciona normalmente e a visão é perdida em toda ou parte da retina. Se não for tratada prontamente, isso pode causar perda permanente da visão.

O tratamento do descolamento da retina só pode ser realizado com cirurgia por um médico oftalmologista especialista em descolamento de retina. Aproximadamente 90% dos descolamentos de retina podem ser tratados com somente uma cirurgia. Atualmente existe três tipos de cirurgia para tratamento. São elas retinopexia pneumática, introflexão escleral e vitrectomia posterior.

A Cirurgia de introflexão escleral é um tratamento para descolamento de retina, e é bastante usada hoje em dia. Nesta cirurgia, uma faixa, muitas vezes feita de silicone, é colocada ao redor do olho e costurada no lugar em que tem que ficar. A faixa aperta suavemente o olho, com o intuito de que ela bloqueie todas as rupturas que originaram o descolamento de retina, mantendo as camadas do olho juntas e dando à retina a chance de se reconectar à parede do olho.

Por si só, a faixa não impede que uma ruptura da retina se abra novamente. Geralmente frio extremo (criopexia) ou, menos comumente, calor (diatermia) ou luz (fotocoagulação a laser) é usado para cicatrizar a retina e mantê-la no lugar até que um selo se forme entre a retina e a camada abaixo dela. O selo mantém as camadas do olho juntas e impede que o fluido fique entre elas.

Fatos sobre a cirurgia

  • A cirurgia ocorre em uma sala de cirurgia, geralmente em nível ambulatorial (você vai para casa no mesmo dia).
  • Anestesia local ou geral pode ser usada.
  • Antes da cirurgia, o médico oftalmologista pode prender ambos os olhos e ficar na cama para evitar que o distanciamento se espalhe. Logo antes da cirurgia, ele ou ela usará colírios para dilatar suas pupilas e pode aparar seus cílios para mantê-los fora do caminho.
  • Uma cirurgia pela primeira vez geralmente dura de 1 a 2 horas. Repetir cirurgias ou descolamentos mais complexos podem levar mais tempo.

O que esperar após a cirurgia

Você pode sentir um pouco de dor por alguns dias após a cirurgia. Seu olho pode ficar inchado, vermelho ou dolorido por várias semanas. O oftalmologista pode colocar gotas no olho que evitam a infecção e impedem que a pupila abra bem (dilatando) ou fechando (contraindo). Você pode ter que usar um adesivo no olho por um dia ou mais.

Procure o seu médico imediatamente se notar quaisquer sinais de complicações após a cirurgia, tais como:

  • Diminuindo a visão.
  • Aumentando a dor.
  • Vermelhidão crescente.
  • Inchaço ao redor do olho.
  • Qualquer descarga do olho.
  • Quaisquer novos flutuadores , flashes de luz ou alterações no seu campo de visão.

Riscos

A Introflexão Escleral representa alguns riscos de curto e longo prazo. A maioria dessas complicações não acontece com muita frequência. Os riscos incluem o seguinte:

  • A causa mais comum de falha na cirurgia de descolamento de retina é um tipo de cicatriz na retina, chamada vitreorretinopatia proliferativa (RVP), que pode causar a retina a se soltar novamente. A RVP geralmente requer tratamento adicional, incluindo cirurgia de vitrectomia.
  • O descolamento da coróide (uma parte do tecido que forma o globo ocular) ou o inchaço na área da retina pode atrasar a cicatrização.
  • A pressão da fivela escleral pode elevar a pressão do fluido dentro do globo ocular. Pessoas com glaucoma podem ter um risco maior dessa complicação.
  • Sangrar no olho pode prejudicar a visão.
  • O olho pode ficar infectado. Você pode precisar de antibióticos e corticosteróides para reduzir a vermelhidão ou a descarga do olho e tratar a infecção. Às vezes é necessário remover o implante de Introflexão Escleral para tratar a infecção.
  • O plástico ou a borracha do dispositivo de Introflexão Escleral podem se esfregar em outras partes do olho, sair do lugar ou tornar-se um local de infecção. Em alguns casos, o dispositivo de Introflexão Escleral pode precisar ser removido.

A cirurgia também pode afetar sua visão de outras formas:

  • Como uma faixa escleral empurra o olho, ela pode mudar a forma do olho. Boa visão depende da forma do olho. A alteração causada pela faixa pode causar um erro de refração que pode afetar a visão. A visão pode mudar por vários meses após a cirurgia de Introflexão Escleral. Você deve fazer um exame de visão após 6 meses para verificar alterações na visão. Você pode precisar de óculos ou lentes de contato (ou uma nova receita) para corrigir as alterações.
  • A faixa escleral pode afetar os músculos dos olhos e controlar o movimento dos olhos. Isso pode levar a olhos desalinhados (estrabismo) e visão dupla (diplopia).

Existem algumas maneiras de reparar um descolamento de retina. A chance de cada tipo de cirurgia ajudar a restaurar uma boa visão varia de caso para caso. A causa, localização e tipo de descolamento geralmente determinam qual cirurgia funcionará melhor. Outras condições ou problemas oculares também podem desempenhar um papel na decisão.

Você pode precisar de mais de uma cirurgia para recolocar a retina se o tecido da cicatriz da primeira cirurgia crescer na superfície da retina.

Doença que afeta os vasos sanguíneos do olho: fotocoagulação de retina

Doença que afeta os vasos sanguíneos do olho: fotocoagulação de retina

Sabemos que existem diversas patologias oculares e que dentre elas, existem algumas técnicas para solucioná-las.

Quando se trata dos vasos sanguíneos dos nossos olhos, existe uma técnica chamada, fotocoagulação que utiliza a luz para criar uma queimadura térmica no tecido da retina.

Quando a energia de uma fonte de luz forte é absorvida pelo epitélio pigmentar da retina e é convertida em energia térmica, a necrose da coagulação ocorre com a desnaturação das proteínas celulares à medida que a temperatura se eleva.

Desde o estudo da doença chamada Retinopatia Diabética, a fonte de luz para a fotocoagulação evoluiu para o uso de laser bem focado no tratamento da retinopatia diabética proliferativa. Atualmente, a fotocoagulação retiniana a laser é uma opção terapêutica em muitas condições da retina e dos olhos.

Em resumo, a fotocoagulação a laser tradicional da retina simplesmente destrói alguns dos fotorreceptores, e reduz o consumo de oxigênio da retina e restabelecendo o equilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio.

Tradicionalmente, a doença em questão, chamada retinopatia diabética proliferativa tem sido tratada com a técnica da fotocoagulação retiniana com um laser de luz visível.

É prática clínica aplicar essas leves e moderadas queimaduras que produzem uma mancha cinza clara na retina. Essa aplicação de laser irá coagular o epitélio pigmentar da retina e os fotorreceptores adjacentes, mas deixará a retina interna intacta.

Os fotorreceptores usam mais oxigênio do que a maioria das células do corpo e destruí-los é uma maneira eficaz de reduzindo o consumo de oxigênio da retina.

Um padrão típico de fotocoagulação retiniana de cerca de 1.200 a 1.500 queimaduras de 0,5 mm de diâmetro pode reduzir o número de fotorreceptores, bem como o consumo de oxigênio da retina externa em aproximadamente 20%.

Para tratar a formação desses vasos sanguíneos anormais conhecidos como neovascularização, as aplicações são espaçadas ao longo das áreas laterais da retina. As cicatrizes pequenas resultantes da aplicação do laser reduzem a formação de vasos sanguíneos anormais e ajudam a manter a retina sobre o fundo do olho, evitando o descolamento.

A fotocoagulação a laser normalmente é realizada no ambulatório e a maioria dos tratamentos são feitos apenas com a aplicação de colírio anestésico, necessitando apenas de dilatação da pupila.

Normalmente se faz um olho por vez e o paciente sai com o olho embaçado e às vezes com dor, neste caso é importante e necessário um acompanhante.

Deve-se ter em mente que a retinopatia diabética envolve principalmente a retina interna, isso significa que devemos explicar como as células coagulantes e a destruição do consumo de oxigênio na retina externa influenciam a retina interna.

A explicação para isso é encontrada na circulação dupla e no suprimento de oxigênio para a retina. A maior parte do oxigênio fornecido à retina vem dos coriocapilares e se difunde para a retina externa, onde é consumida pelos fotorreceptores.

Geralmente, há um mínimo de tensão de oxigênio no meio da retina ou uma bacia de oxigênio entre a retina interna e externa. Normalmente, o oxigênio da coróide não atinge a retina interna em humanos, no entanto, isso não é mais verdade se os fotorreceptores forem destruídos e o consumo de oxigênio retiniano externo diminuir drasticamente.

O fluxo de oxigênio da coróide pode então penetrar na retina externa sem ser consumido e pode atingir a retina interna, onde eleva a tensão do oxigênio.

O laser pode ser indicado para pacientes que apresentam doenças que afetam os vasos sanguíneos do olho, como ocorre nos diabéticos, por exemplo.

Os pacientes que apresentam degenerações periféricas da retina predisponentes ao descolamento da mesma também necessitam desse tratamento.

Consulte regularmente o seu médico oftalmologista para prevenção de qualquer patologia que cercam a saúde dos olhos.

Como funciona a cirurgia de implante do óleo de silicone?

Como funciona a cirurgia de implante do óleo de silicone?

Para entendermos como funciona a cirurgia de implante de óleo de silicone nos olhos, precisamos entender, primeiramente, o que é a retina e qual a sua finalidade.

A retina é uma fina camada de tecido que reveste a parte de trás do olho no interior. Está localizado perto do nervo óptico e seu objetivo é receber a luz que a lente focaliza, converter a luz em sinais neurais e enviar esses sinais para o cérebro para reconhecimento visual.

A retina processa a luz através de uma camada de células fotorreceptoras. Estas são essencialmente células sensíveis à luz, responsáveis ​​pela detecção de qualidades como cor e intensidade de luz. A retina processa a informação recolhida pelas células fotorreceptoras e envia esta informação ao cérebro através do nervo óptico. Basicamente, a retina processa uma imagem da luz focalizada, e o cérebro é deixado para decidir o que é a imagem.

Devido ao papel vital da retina na visão, os danos a ela podem causar cegueira permanente. Condições como o descolamento da retina, onde a retina é anormalmente separada de sua posição usual, podem impedir que a retina receba ou processe a luz.

Cirurgia de implante do óleo de silicone

O implante de óleo de silicone é uma técnica muito usada em procedimentos onde há descolamento da retina, como a vitrectomia, vitreorretinopatia proliferativa, retinopatia diabética proliferativa, retinite por citomegalovírus, rupturas gigantes na retina e após ferimentos perfurantes. E nesses casos cirúrgicos é necessário seu uso para preencher o olho a fim de manter a retina colada.

O surgimento do tamponamento com óleo de silicone resultou em melhores taxas de sucesso em cirurgia complicada de descolamento de retina.

O óleo de silicone tende a flutuar dentro do olho e essa sua característica é usada para empurrar a retina para o lugar. Após a cirurgia, o médico oftalmologista informará ao paciente qual a melhor posição para se manter a cabeça para obter o maior contato do óleo com os defeitos da retina. Dependendo do caso, poderá ser exigida a remoção cirúrgica do óleo de silicone mais à frente.

Medições de comprimento axial por ultrassonografia de um olho em que a cavidade vítrea foi preenchida com óleo de silicone é um exercício com muitas armadilhas potenciais, especialmente se o óleo de silicone se tornar emulsionado.

A emulsificação do óleo de silicone é uma complicação clinicamente significativa do uso de óleo de silicone e é de difícil manejo, pois pode afetar todas as estruturas oculares. A emulsificação é influenciada pelas propriedades físicas do óleo, pelo procedimento cirúrgico e pelo ambiente e pelos fatores pós-operatórios. Com novas modalidades de exames de imagem, os médicos são capazes de identificar a emulsificação do óleo de silicone e suas complicações mais cedo.

Por que o óleo de silicone é usado em cirurgia ocular?

Os óleos de silicone são ferramentas importantes na cirurgia vitreorretiniana, pois têm a capacidade de deslocar o humor aquoso da superfície retiniana, mantendo a adesão entre a retina e o epitélio pigmentar da retina.

O que o óleo de silicone faz?

Um óleo de silicone é qualquer siloxano polimerizado líquido com cadeias laterais orgânicas. O membro mais importante é o polidimetilsiloxano. Estes polímeros são de interesse comercial devido à sua estabilidade térmica relativamente elevada e às suas propriedades lubrificantes.

Como o óleo de silicone afeta a visão?

O óleo de silicone é usado para preencher e ajudar a curar o olho durante algumas cirurgias de retina. O óleo pode afetar a visão com ou sem uma lente intraocular que é implantada durante a cirurgia.

Quanto tempo dura o óleo de silicone no olho?

A duração do tamponamento do óleo de silicone intraocular variou de 1 mês a 96 meses, com média de 13,3 meses. Os critérios para a remoção do óleo de silicone foram uma retina completa e estável anexada dentro da fivela envolvente e nenhum processo proliferativo ativo ou tração na retina.

O óleo de silicone pode ser deixado no olho indefinidamente?

Não há tempo específico para o óleo de silicone ser removido do olho. A maioria dos cirurgiões prefere deixá-lo no olho por um período mínimo de três meses. No entanto, se não causar complicações, pode ser deixado no olho indefinidamente.

É importante ressaltar a importância de se consultar regularmente com seu médico oftalmologista, especialmente por quem apresenta alguma alteração na visão.

A importância de realizar o mapeamento da retina para saúde ocular

A importância de realizar o mapeamento da retina para saúde ocular

A retina é o tecido sensível à luz que reveste a parte de trás dos nossos olhos. Raios de luz são focados na retina através de nossa córnea, pupila e lente. A retina converte os raios de luz em impulsos que viajam através do nervo ótico até o nosso cérebro, onde eles são interpretados como as imagens que vemos. Uma retina saudável e intacta é a chave do sucesso para uma visão clara.

Uma retina não saudável não pode enviar sinais claros para o cérebro, o que pode resultar em visão prejudicada ou cegueira. A maioria das condições da retina e outras doenças podem ser tratadas com êxito com a detecção precoce.

Detectar os primeiros sinais de doenças é um passo importante para oferecer tratamento e tratamento precoces para evitar que os sintomas piorem. Os médicos oftalmologistas têm a oportunidade de ajudar a proteger a saúde dos pacientes com o uso do mapeamento da retina, que oferece uma visão mais detalhada da retina e uma melhor chance de detectar certas doenças.

O uso de imagens da retina de alta resolução pode levar à detecção precoce das seguintes doenças e fornecer evidências visuais das mudanças que ocorrem nos olhos dos pacientes ao longo do tempo devido a essas condições.

Glaucoma

A imagem da retina pode revelar sinais e sintomas de glaucoma, como danos ao nervo óptico causados por pressão excessiva ou aumento da pressão nos vasos sanguíneos nessa área. Uma vez que esta doença ocular pode levar à perda permanente da visão, a detecção precoce é crucial.

Degeneração macular relacionada à idade

Como uma das principais causas de perda de visão em pacientes com 50 anos de idade ou mais, identificar os sinais precoces de degeneração macular relacionada à idade é importante. A imagem da retina pode mostrar sinais dessa doença, incluindo vazamento de fluido ou sangramento na parte posterior do olho.

Descolamento de retina

O descolamento de retina é uma emergência médica que requer tratamento imediato para evitar a perda permanente da visão. Quando você usa imagens digitais da retina em pacientes que apresentam sintomas dessa condição, como ver flashes de luz ou moscas volantes, é possível encontrar rapidamente evidências de que a retina se soltou.

Retinopatia diabética

O uso de imagens da retina em pacientes com diabetes ajuda a detectar sinais precoces de danos à retina devido a essa doença. Essa tecnologia fornece imagens detalhadas da retina, o que permite aos oftalmologistas verificar alterações anormais, como a formação de novos vasos sanguíneos ou vazamentos nessa parte do olho. A imagem da retina também pode mostrar inchaço, outro sinal comum dessa doença.

Pressão alta

A hipertensão arterial, ou hipertensão, pode não ser diagnosticada e tratada por meses ou anos, aumentando o risco de problemas cardíacos ou derrame. Com imagens da retina digital, os pacientes podem descobrir cedo que eles têm pressão alta.

Esse tipo de imagem mostra sintomas de pressão alta que afetam os olhos, como vasos sanguíneos se tornando mais estreitos, sangramento na parte posterior do olho ou manchas na retina. Encontrar sinais dessa doença cedo ajuda a garantir que os pacientes recebam o tratamento necessário para administrá-la e diminuir o risco de complicações.

Câncer

A imagem da retina pode aumentar significativamente as chances dos pacientes de tratar com sucesso certos tipos de câncer. Imagens de alta resolução da retina podem revelar sinais precoces de câncer no olho, como manchas escuras que indicam um melanoma. Quando esses sintomas são percebidos precocemente, os pacientes podem passar por testes de diagnóstico e procurar tratamento imediatamente para evitar que o câncer se espalhe para outras partes do corpo.

Como funciona o mapeamento da retina?

O mapeamento da retina é uma maneira ágil e indolor de obter resultados rápidos de suas retinas, localizadas na parte de trás dos olhos. Essa tecnologia é capaz de identificar e diagnosticar prontamente alguns problemas de saúde.

Este procedimento permite que o médico oftalmologista avalie a parte de trás do olho, incluindo a retina, o disco óptico e a camada subjacente de vasos sanguíneos que nutrem a retina (coróide). Normalmente, antes que seu médico possa ver essas estruturas, suas pupilas devem estar dilatadas com colírios que evitam que a pupila diminua quando o médico ilumina o olho.

Depois de administrar colírios e dar tempo de trabalhar, seu oftalmologista pode usar uma ou mais dessas técnicas para visualizar a parte de trás do olho:

Exame direto: o médico oftalmologista usa um oftalmoscópio para fazer um feixe de luz através de sua pupila para ver a parte de trás do olho. Às vezes, colírios não são necessários para dilatar seus olhos antes deste exame.

Exame indireto: durante este exame, você pode deitar-se, recostar-se em uma cadeira ou sentar-se. O oftalmologista examina o interior do olho com a ajuda de uma lente condensadora e uma luz brilhante. Este exame permite que o médico veja a retina e outras estruturas dentro do seu olho em grande detalhe e em três dimensões.

Não deixe de consultar regularmente o oftalmologista. Os exames oftalmológicos não são apenas para pessoas com visão deficiente. Eles são uma maneira importante de encontrar problemas oculares antes que os sintomas apareçam.

Tratamento para a retina e a injeção intra vítrea

Tratamento para a retina e a injeção intra vítrea

Na oftalmologia, existe um tratamento chamado injeções intravítreas que é utilizado para tratar a degeneração macular e edema macular diabético.

Mas o que são essas injeções?

As injeções intravítreas são usadas para administrar localmente um medicamento. A injeção intravítrea é uma injeção no vítreo, que é a substância gelatinosa dentro do olho. A injeção nada mais é do que inserir  um medicamentos dentro do olho, perto da retina.

E em quais casos isso é feito?

Esses medicamentos são consideradas o tratamento de primeira linha para todos os estágios da degeneração macular úmida. Os medicamentos podem ajudar a cessar o crescimento de novos vasos sanguíneos, bloqueando os efeitos dos sinais de crescimento que o corpo envia para gerar novos vasos sanguíneos.

Antes da intervenção dessas injeções, são necessários gotas de antibióticos alguns dias antes, e a injeção em si é um procedimento curto, pode ser realizado na sala de cirurgia, e é feito com anestesia tópica (gotas), geralmente não produz grande desconforto ao paciente, como é feito com uma agulha muito fina.

O maior risco é infecção ocular, por isso, deve ser feito corretamente, para evitar que isso ocorra.

A eficácia dessas injeções é muito alta. Em 95% dos casos a doença é interrompida, 40% dos pacientes tratados melhoram sua acuidade visual. Geralmente, várias injeções são necessárias para alcançar o efeito desejado.

Mas vamos lá, para exemplificar melhor sobre as injeções e para que servem:

As injeções intravítreas são usadas para administrar esses medicamentos, como mencionamos acima, além de para tratar uma variedade de condições da retina.

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI), a retinopatia diabética e oclusão da veia retiniana são as condições mais comuns tratadas com medicamentos intravítreas. Os esteróides intravítreos são usados ​​em alguns olhos com retinopatia diabética, oclusão da veia retiniana e uveíte.

Tais medicamentos e os esteróides ajudam a reduzir o vazamento de fluidos associado a esses distúrbios. Antibióticos, antifúngicos e antivirais também são utilizados ​​para tratar pacientes com infecções oculares, como endoftalmite e retinite.

Em alguns casos específicos, uma injeção é usada para inserir uma pequena bolha de gás para ajudar a reparar um descolamento de retina.

Procedimento:

O procedimento das injeções intravítreas são realizadas no centro cirúrgico, geralmente com o paciente reclinado em uma cadeira. Primeiro, o olho e as pálpebras são anestesiados com gotas ou com um gel para que a injeção não seja muito dolorida. Às vezes, uma pequena injeção anestésica pode ser aplicada.

O olho e as pálpebras são higienizadas, geralmente usando iodopovidona, uma solução amarela que é muito eficaz em matar as bactérias que vivem ao redor dos olhos.

Um espéculo palpebral é freqüentemente usado para manter as pálpebras abertas durante o procedimento. Uma vez que o olho esteja preparado para a injeção, o paciente será solicitado a olhar em uma determinada direção, dependendo da localização da injeção, enquanto o medicamento é injetado através da parte branca do olho, com uma agulha muito pequena.

Normalmente, os pacientes sentem pressão, com pouca ou nenhuma dor durante o procedimento em si. Após a injeção, o espéculo é removido e o olho é novamente higienizado. Todo o processo leva em torno de 10 a 15 minutos.

Segurança e resultados:

Complicações graves são muito raras com injeções intravítreas. Os principais riscos são:

  • Infecção no olho ou endoftalmite;
  • Inflamação no olho;
  • Sangramento no gel vítreo (hemorragia vítrea);
  • Descolamento de retina.

Às vezes pode haver uma pequena hemorragia na superfície do olho onde a agulha entra, mas isso geralmente cura dentro de uma semana.

O médico oftalmologista e especialista em retina pode verificar a pressão intraocular (PIO), ou seja, a pressão dentro do olho, após a injeção. Há um aumento temporário na PIO que geralmente retorna à linha de base em poucos minutos. A PIO pode levar mais tempo para se normalizar em pacientes com glaucoma e precisa ser monitorada.

Consulte o oftalmologista para procedimento como esse.

Retinopatia diabética: o que é, sintomas, causas e tratamento

Retinopatia diabética: o que é, sintomas, causas e tratamento

Ao pensarmos no termo Retinopatia diabética, logo imaginamos que seja uma doença que danifica a visão devido a complicações do diabetes, certo? Sim, e é exatamente isso.

Mas o que é a Retinopatia diabética afinal?

É uma doença é causada por danos nos vasos sanguíneos do tecido sensível à luz na parte posterior do olho, ou seja, a retina. No início, a diabetes pode causar leves problemas com a nossa visão e eventualmente poderá causar uma cegueira mais grave, portanto, é essencial a prevenção da doença e o tratamento, quando necessário. A chamada Retinopatia diabética, pode se desenvolver em qualquer pessoa que contenha a diabetes tipos 1 e 2.

A complicação ocular em questão se dá a ingestão de açúcar no sangue, por isso controlar a quantidade de consumo de açúcar para prevenir problemas como esse, é importantíssimo.

Sintomas da Retinopatia diabética

Podemos não sentir os sintomas nos estágios iniciais da doença e conforme a Retinopatia diabética progride, os sintomas que podem aparecer são:

·           Manchas ou cordas escuras flutuando em sua visão, os chamados flutuantes;

·            Visão embaçada;

·            Visão flutuante;

·            Visão de cores prejudicada;

·            Áreas escuras ou vazias na sua visão;

·            Perda de visão;

Causas da retinopatia diabética

A causa da doença tem origem principalmente por conta da diabetes. A diabetes não controlada pode causar a retinopatia, uma vez que o açúcar elevado no sangue pode aumenta o aumento do fluxo sanguíneo e por sua vez gera o espessamento da membrana ocular que impede o fluxo dos fluídos a entrarem e saírem da retina. Se não tratados, esses vasos que crescem começam a prejudicar a visão levando a algumas complicações.

Avaliando ainda as causas da doença, a causa raiz é então o famoso e já conhecido excesso do açúcar no sangue. Sempre ouvimos falar que o açúcar é vilão, mas realmente em doses contínuas e em grandes quantidades, o açúcar pode sim fazer todo o estrago na nossa saúde, seja ela, física, mental e ocular.

Com o tempo, o excesso de açúcar no sangue pode levar ao bloqueio dos minúsculos vasos sanguíneos que nutrem a nossa retina, cortando assim o suprimento de sangue. Como resultado, o olho regenera novos vasos sanguíneos, mas esses novos vasos sanguíneos não se desenvolvem adequadamente e podem vazar facilmente.

Tratamento da retinopatia diabética

O tratamento da retinopatia diabética deve ser levado a sério e tão logo a parte central da retina (conhecida como mácula) começar a inchar (edema macular), devemos iniciar o tratamento. E sempre haverá os riscos.

Eles são:

·            Duração da diabetes – quanto mais tempo você tem diabetes, maior o risco de desenvolver retinopatia diabética;

·            Mal controle do nível de açúcar no sangue;

·            Pressão alta;

·            Colesterol alto;

·            Uso do tabaco;

Além dos riscos, as complicações da retinopatia diabética podem levar a sérios problemas de visão:

Hemorragia vítrea: se dá quando novos vasos sanguíneos podem sangrar na substância clara e gelatinosa que preenche o centro do olho e em casos mais graves, o sangue pode preencher a cavidade vítrea e bloquear completamente a sua visão;

Descolamento de retina: os vasos sanguíneos estimulam o crescimento do tecido cicatricial, o que pode afastar a retina da parte posterior do olho causar manchas flutuando em sua visão, flashes de luz ou perda severa da visão.

Glaucoma: novos vasos sanguíneos podem crescer na parte frontal do olho e interferir no fluxo normal do fluido para fora do olho, causando pressão no olho e então causar essa condição, conhecida como glaucoma.

Cegueira: em casos eventuais, a pressão do glaucoma pode ser grande e causar inclusive a cegueira, portanto todo cuidado é pouco.

Qual momento devemos consultar um médico?

Sobre a prevenção dessa doença, o mais importante é fazer os exames oftalmológicos anualmente e ter ciência que a nossa saúde ocular está em dia. Se você tem diabetes, reduza o risco de contrair retinopatia diabética fazendo o seguinte:

Torne a sua alimentação mais saudável possível, administre o seu diabetes se caso já tiver conhecimento desta condição;

– Insira na sua rotina pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada, como caminhar ou correr, a cada semana

– Monitore seu nível de açúcar no sangue;

– Mantenha sua pressão arterial e colesterol sob controle;

– Fumar aumenta o risco de várias complicações do diabetes, portanto peça ajuda e auxilia no processo de parar de fumar;

– Preste atenção às mudanças de visão. Procure imediatamente o seu oftalmologista se tiver alterações súbitas da visão ou se a sua visão ficar desfocada, irregular ou turva.

Se o paciente tem diabetes, ele deve consultar o médico oftalmologista para um exame oftalmológico anual com dilatação – mesmo que a visão pareça boa, isso é prevenção. Se a paciente estiver grávida, o oftalmologista deve solicitar exames adicionais, uma vez que a gravidez pode agravar a retinopatia diabética.

Procure imediatamente o seu oftalmologista se a sua visão mudar repentinamente ou ficar borrada, manchada ou turva e se o paciente apresentar a diabetes, exames devem indicar os melhores tratamentos.